Não, ninguém irá votar no dia 10, todos devem ir às urnas a 9 de Outubro

A ALEGACÃO Está a circular, nas redes sociais da internet, uma informação dando conta que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) decidiu que, para evitar fraudes, os eleitores que votam na Renamo e no seu candidato presidencial, Ossufo Momade, votarão num dia separado, no caso a 10 de Outubro. Além disso, a alegacão afirma que os votos para a Renamo serão colocados em urnas especiais, distintas das usadas para outros partidos. OS FACTOS Entretanto, esta alegação é completamente falsa. Não há nenhuma decisão tomada pela CNE de separar a votação de acordo com o partido ou candidato. As eleições gerais de 2024, que incluem as eleições presidenciais, legislativas, e para as assembleias provinciais e governadores de província, continuam marcadas oficialmente não para o dia 10 de Outubro, mas sim para o dia 9 de Outubro de 2024, conforme convocado pelo presidente da República. Por outro lado, a alegação de que os votos para a Renamo serão depositados em urnas especiais é, igualmente, falsa. O sistema eleitoral moçambicano adopta um modelo de urnas comuns para todos os partidos e candidatos. Não existe qualquer provisionamento ou previsão legal de urnas diferenciadas para qualquer partido específico. Finalmente, não há registo de qualquer decisão ou pronunciamento público da CNE sobre matéria desta natureza. A última publicação da CNE, na sua página oficial no Facebook, data do dia 12 de Setembro corrente e trata do lançamento da formação de candidatos para formadores de Membros de Mesas de Voto (MMVs), sem qualquer menção a mudanças no cronograma eleitoral.
Não é Tomás Timbane que se juntou e depois abandonou Venâncio Mondlane

A ALEGAÇÃO Circula, pelo menos desde a semana passada, nas redes sociais digitais, uma informação sugerindo que o antigo bastonário da Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM), Tomás Timbane, teria retirado o seu apoio à candidatura de Venâncio Mondlane. Segundo a alegação, Tomás Timbane teria feito uma publicação na sua página oficial do Facebook, anunciando que o seu trabalho como voluntário pela cidadania com o candidato agora apoiado pelo partido Podemos chegou ao fim. A informação tornou-se viral nas plataformas digitais, sobretudo no Facebook e no WhatsApp, ganhando ainda mais força após o partido Renamo ter dado destaque ao assunto, publicando, na edição 349, de 12 de Setembro, do seu boletim “A Perdiz”, um artigo que é atribuído ao antigo bastonário da OAM. Na publicação, a Renamo, o partido que Venâncio Mondlane abandonou este ano, sugere que a alegada retirada de apoio de Tomás Timbane indica possíveis rixas internas na campanha de Venâncio Mondlane, o que gerou ainda mais especulações e reações online. “O antigo bastonário da Ordem dos Advogados, Tomás Tibana, atirou a ‘toalha ao chão’ no apoio ao Venâncio Mondlane, leia na íntegra a carta por ele publicada esta semana na sua conta oficial Facebook”, indica a “Perdiz”. OS FACTOS Entretanto, a alegação de que o antigo bastonário da OAM retirou o seu apoio a Venâncio Mondlane não corresponde à verdade. Na verdade, trata-se de uma informação enganosa que, provavelmente, assenta sobre a proximidade de nomes entre o advogado Tomás Timbane e o economista Roberto Tibana. Na verdade, quem endossou e depois retirou o seu apoio a Venâncio Mondlane é o economista Roberto Tibana e não o advogado Tomás Timbane. Com efeito, a carta que foi largamente atribuída a Tomás Timbane pertence, de facto, a Roberto Tibana, conforme se pode constatar aqui. Aliás, mesmo nas publicações que são atribuídas a Tomás Timbane, nota-se uma contradição nos elementos constitutivos da informação. A fotografia usada em várias publicações, por exemplo, é do economista Tibana e não do advogado Timbane. Igualmente, as publicações sobre esta alegação juntam o primeiro nome do advogado e o último do economista, ficando “Tomás Tibana”, conforme se pode ver aqui.
Não, Chissano não disse que Venâncio Mondlane é desafio para a Frelimo

A ALEGAÇÃO Desde a primeira semana do mês em curso que circula, nas redes sociais digitais, uma informação alegando que o ex-presidente da República, Joaquim Chissano, teria afirmado que Venâncio Mondlane é o primeiro moçambicano a dar “dor de cabeça” ao partido Frelimo. Segundo a alegação, Joaquim Chissano teria declarado, numa recente declaração aos media, que Venâncio Mondlane tem se mostrado um jovem extremamente inteligente e dedicado, o que tem causado preocupações no seio do partido no poder e que a sua actuação política e capacidade estratégica têm colocado desafios inéditos à Frelimo, consolidando sua posição como uma figura de destaque no cenário político nacional. A informação tornou-se, em pouco tempo, viral nas plataformas digitais, principalmente o Facebook e o WhatsApp. Numa das publicações, um dos principais apoiantes e advogado de Venâncio Mondlane reage indicando que “ainda é cedo”. Numa outra publicação, o alegado pronunciamento de Joaquim Chissano é associado a uma alegada falta de “espírito de liderança” do candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo. OS FACTOS Entretanto, estes pronunciamentos são totalmente falsos. Não há nenhuma afirmação desta natureza que tenha sido feita pelo antigo presidente da República. Pelo contrário, Joaquim Chissano expressou, publicamente, o seu total apoio ao candidato da Frelimo, Daniel Chapo. Aliás, o Credível também verificou a alegacão e chegou à conclusão de ser falsa. Como se não bastasse, uma verificação minuciosa da alegação permite concluir que a data da sua publicação é de 09 de Maio de 2024, o que é inconsistente com a ligação que é feita de Venâncio Mondlane ao partido Podemos, visto que nessa altura o candidato presidencial ainda era membro da Renamo. Por outro lado, a imagem de Joaquim Chissano usada na alegação é relativa a uma declaração feita pelo antigo presidente em Outubro de 2023, momentos após exercer o seu direito de voto nas eleições autárquicas do ano passado. Refira-se que esta não é a primeira vez que um membro sénior do partido Frelimo é associado a um suposto apoio ao candidato presidencial Venâncio Mondlane. No mês passado, foi Graça Machel, a antiga primeira-dama de Moçambique, falsamente citada a referir que “Venâncio Mondlane é o único sério” candidato presencial nas eleições deste ano. A informação também se tornou viral nas redes sociais digitais e Graça Machel viu-se obrigada a vir ao público para desmentir a alegação. Mais tarde, a esposa do primeiro presidente de Moçambique independente, Samora Machel, também fez um vídeo a declarar apoio ao candidato presidencial da Frelimo, Daniel Chapo.
CNE não pediu desculpas à CAD nem a Venâncio Mondlane

A ALEGAÇÃO Nas últimas três horas de hoje, sexta-feira, 30 de Agosto, uma alegação tem circulado amplamente nas redes sociais da internet, indicando que a Comissão Nacional de Eleições (CNE) terá emitido um comunicado pedindo desculpas à Coligação Aliança Democrática (CAD) e ao seu ex-candidato presidencial, Venâncio Mondlane, após ter rejeitado a candidatura do partido. De acordo com a informação, a CNE admitiu que a sua decisão foi tomada sem a devida consideração de todas as provas necessárias. Num suposto comunicado que lhe é atribuída, a CNE é citada a referir que “estamos profundamente envergonhados pelo ocorrido. Reconhecemos que o processo não foi conduzido com a devida diligência, o que resultou em uma decisão prematura e injusta para o CAD e para Venâncio Mondlane”, conforme se pode ler aqui. Em menos de uma hora, a publicação viralizou em várias outras páginas do Facebook, que também replicaram a informação. Em algumas dessas partilhas, pode se ler que ‘‘a CNE admite que o processo foi falho, prematuro e injusto para CAD e Venâncio Mondlane‼️’’, considerando isso como uma ‘‘Brincadeiras de mau gosto’’. OS FACTOS Entretanto, esta informação é completamente falsa. De facto, a Comissão Nacional de Eleições não emitiu nenhum comunicado a pedir desculpas sobre a CAD ou Venâncio Mondlane, nem qualquer outra publicação. Aliás, ao que o Misa Check apurou, a CNE não emitiu, hoje, nenhum comunicado de imprensa. A última publicação da CNE data do dia 28 de Agosto e dava conta de capacitação de agentes eleitorais. Aliás, confrontado, esta semana, numa entrevista ao Centro de Integridade Pública, sobre a actuação da CNE, que é vista como beneficiando uns e a não a todos que estão no processo eleitorail, embora sem se referir especificamente ao “caso CAD”, o porta-voz da CNE, Paulo Cuinica disse que só se poderá pronunciar se um dia a CNE sentar e fazer análise sobre o que chamou de perceções pessoais. Em suma, a alegação de que a CNE fez um pedido de desculpas à CAD e a Venâncio Mondlane não corresponde à realidade.
The New York Times não fez qualquer publicação sobre “assassinos de uma Nação chamada Moçambique”

A ALEGAÇÃO Circula, em grupos de WhatsApp, uma imagem de uma alegada capa do jornal The New York Times, com o título “The Assassins of a Nation Called Mozambique” (Os Assassinos de uma Nação Chamada Moçambique”. A publicação, com a data de 8 de Novembro de 2024, apresenta fotografias do candidato presidencial, Venâncio Mondlane, e dos activistas Adriano Nuvunga e Quitéria Guirengane. OS FACTOS Entretanto, esta informação é completamente falsa. O layout da capa do The New York Times foi claramente manipulado para inserir conteúdos sobre Moçambique, no lugar da informação original que é sobre a política americana. De facto, a edição do dia 8 de Novembro de 2024, do The New York Times, trazia como manchete principal “President-Elect Spun His Own Grievances Into Political Gold” (o Presidente eleito – no caso Donald Trump, dos Estados Unidos da América – transformou as suas próprias queixas em ouro político”, como se pode ver na imagem abaixo e disponível aqui.
FALSO: director-executivo do MISA não está morto e nem foi processado

A ALEGAÇÃO Uma publicação feita no dia 26 de Julho, numa página do Facebook denominada “Poli News”, anuncia suposta morte do director-executivo do MISA-Moçambique, Ernesto Nhanale. “Dizemos adeus a Ernesto Nhanale. Todo o Moçambique está de luto…”, lê-se na legenda sobre uma fotografia do director-executivo do MISA Moçambique. A publicação inclui uma ligação (link) para um site supostamente da Televisão de Moçambique (TVM), com uma informação segundo a qual Ernesto Nhanale foi processado pelo Banco de Moçambique devido a declarações feitas na televisão. O suposto site da TVM inclui uma entrevista supostamente concedida por Ernesto Nhanale ao presidente do MISA, Jeremias Langa. OS FACTOS Entretanto, a informação divulgada tanto pela página “Poli News”, como pelo suposto site da TVM, é completamente falsa. O Misacheck, que tem contacto permanente com o director-executivo do MISA, está em condições de assegurar que Ernesto Nhanale está vivo e não foi processado pelo Banco de Moçambique – até porque não tem nenhum caso com o Banco Central. Uma verificação básica, tanto a página como ao site, permite constatar que se trata de fontes duvidosas, usadas para disseminar desinformação falsa. O suposto site da TVM, por exemplo, não passa de uma invenção. É, na verdade, um site falso, que apenas se apropria da identidade visual do site oficial da estação pública de televisão para enganar o público. Mas o endereço do link é falso. Ao invés de https://www.tvm.co.mz, conforme o site oficial da TVM, o suposto site usado para difundir desinformação usa um link diferente, que pode ser acessado aqui. Sucede que, ao longo do texto, há um link repetidamente partilhado para leva a uma plataforma de apostas, denominada EthereonEdge, que também tem espalhado informações enganosas, utilizando nomes de figuras públicas para atrair usuários, prometendo-lhes riqueza instantânea. Aliás, na suposta entrevista concedida a Jeremias Langa, Ernesto Nhanale é citado a referir que o EthereonEdge é a solução certa para quem quer ficar rico rapidamente. Por sua vez, a página “Poli News” tem, desde a sua criação, a 27 de Junho, uma única publicação, exactamente sobre a suposta morte do director executivo do MISA.
Polícia não matou nem inviabilizou votação em Gurúè

A ALEGAÇÃO Desde a tarde deste domingo, 10 de Dezembro, dia de repetição de eleições em quatro Municípios do país, que circula, nas redes sociais digitais, uma informação dando conta de que a Polícia da República de Moçambique (PRM) matou três pessoas e inviabilizou o processo de votação, em Gurúè, na Zambézia. A referida informação, descrita, em vários grupos de WhatsApp, como de “última hora” e em “actualização”, é acompanhada por uma imagem em que cidadãos civis são recolhidos por agentes da Polícia, numa viatura de marca Mahindra, da corporação. OS FACTOS Entretanto, a referida informação é completamente falsa. Em Gurúè, não houve mortes nem inviabilização da votação. A imagem que acompanha a alegação não é recente e nem se quer é de Gurúè. Trata-se, isso sim, de uma imagem referente a acontecimentos de 2019, em Quelimane, capital provincial da Zambézia, quando a Polícia deteve cinco pessoas e agrediu manifestantes, durante uma marcha na qual centenas de apoiantes da Renamo, o maior partido da oposição, em Moçambique, foram para as ruas, com dísticos e cânticos, pedir que Manuel de Araújo voltasse ao poder, na sequência de um acórdão do Tribunal Administrativo, que levava à perda do mandato do edil, conforme se pode ler aqui. Equipas de observação do Consórcio Eleitoral Mais Integridade, de que o MISA Moçambique (organização-mãe do Misa Check) é parte, confirmaram-nos, a partir do terreno, não ser verdadeira a informação sobre a suposta morte de quatro pessoas e inviabilização da votação, em Gurúè. Embora com grande presença policial, sobretudo na EPC Chá Moçambique e na ESG Gurúè, onde os agentes estavam a cerca de 50 metros do local de votação, até às 16 horas deste domingo não havia registo de intervenção policial violenta, neste Município da província central da Zambézia. A única intervenção de força tinha ocorrido na ESG Gurúè, onde a Polícia teve de disparar tiros na sequência da agressão, por membros do partido ND, de um membro da PRM à paisana, alegadamente porque queria votar sem ser do Gurúè. Minutos antes do fim da votação, as 18h, a Polícia usou disparos para começar a dispersar as pessoas ao redor da EPC Moneia, em Gurúè.
Cabeça de lista da Renamo em Vilankulo não se juntou à Frelimo

A ALEGAÇÃO Desde o arranque da campanha eleitoral, no passado dia 26 de Setembro corrente, que circula, nas redes sociais digitais, uma informação dando conta de uma suposta renúncia do cabeça de lista da Renamo, no Município de Vilankulo, alegadamente para apoiar a candidatura do partido Frelimo naquela autarquia do Norte da província de Inhambane. Numa das imagens mais difundidas sobre o assunto, aparece, na parte superior, um cidadão a despir camiseta do partido Renamo, para substituí-la por uma da Frelimo. Na parte inferior da mesma imagem que, até à noite desta quinta-feira, estava disponível aqui, aparecem duas fotografias do actual cabeça de lista da Renamo, em Vilankulo, antes da descrição que diz “Cabeça de lista da RENAMO renunciou a sua candidatura e anuncia apoio a FRELIMO, em Vilankulo, na província de Inhambane”. Descrição quase idêntica foi feita pela Televisão de Moçambique (TVM), estação pública que, no rodapé do seu espaço “Diário de Campanha” (até a noite desta quinta-feira disponível aqui), escreveu o seguinte: “Cabeça de lista da Renamo renuncia e anuncia apoio à Frelimo”. A dado passo da sua intervenção, que foi feita no lançamento da campanha eleitoral da Frelimo em Vilankulo, que é encabeçada pelo actual edil, William Thuzine, o suposto cabeça de lista da Renamo que, alegadamente, renunciou e se juntou à Frelimo, refere que “Moçambique é Frelimo, sabiam disso?”. Vários comentários seguiram-se à publicação, tais como: “Judas cariotas, assim mesmo essa traição”; “Nem Judas.. nem Judas fez isso”; “Logo nos mostra que todos nossos políticos preocupam-se mais com dinheiro”; “PAU MANDANDO Membro da Freli Infiltrado para desestabilizar”; “Isto so pode ser sabotagem! Eu não acredito na legitimidade deste candidato. Pessoas assim deviam ser presas por fazer o partido perder tempo na última hora. absurdo”; ou, ainda, “Ele não é fingindo. Quer estar com os melhores. Doa a quem doer”; “A FRELIMO está na moda… Doa a quem doer”, entre outras reacções que podem ser lidas aqui. OS FACTOS Entretanto, a informação sobre a suposta renúncia do cabeça de lista da Renamo, em Vilankulo, alegadamente para apoiar a Frelimo, é completamente falsa. Na verdade, quem se filiou à Frelimo, em Vilankulo, é Tomás Zacarias Tembe, que já foi, não cabeça de lista, mas candidato da Renamo à autarquia de Vilankulo nas eleições autárquicas de 2008, quando o modelo de votação não era, ainda, por cabeça de lista, mas sim por candidato nominal. A verificação de factos efectuada pelo Misa-Check sobre este assunto estabeleceu que a fotografia que está a viralizar, nas redes sociais digitais, é resultado de manipulação. Com efeito, o cidadão que aparece na parte superior, despindo camiseta da Renamo, é Tomás Zacarias, que foi candidato em 2008. Entretanto, a pessoa que aparece na parte inferior, em duas fotografias, em todas vestindo camiseta da Renamo, na primeira acenando com a mão direita e, na segunda, sentado, com bandeira deste partido ao fundo, é Joaquim Quinito Vilanculo, o actual cabeça de lista da Renamo. Houve uma colagem das fotografias para alimentar esta “notícia falsa”. Não é por acaso que, na fotografia de troca de camisa partidária, seleccionou-se uma fotografia cujo rosto não é possível de identificar, porque encoberto pela t-shirt. Aliás, Tomás Zacarias, o homem que troca da camiseta, é, só pelo rosto, visivelmente muito mais velho que Joquim Vilanculo. Mais ainda, na tarde desta quinta-feira, 28 de Setembro, o Misa-Check contactou o cabeça de lista da Renamo, em Vilankulo, que classificou a informação que está a circular a seu respeito como sendo simplesmente falsa. “Não constitui a verdade. Estão a tentar denegrir a nossa imagem. Nós estamos a carregar a Renamo ao poder e não há espaço para renunciarmos”, disse-nos Joaquim Vilanculo.
Remdesivir: Vacina injetável contra a Covid-19 exclusivamente para África?
Data da declaração: 18/01/2021 Data da verificação: 16/01/2020 Circulam nas redes sociais imagens de uma vacina injetável contra a Covid-19, de nome Remdesivir, supostamente destinada exclusivamente aos países africanos (Angola, Benin, Burkina Faso, Burundi, Camarões, República Centro Africana, Chade, Comores, República Democrática do Congo, Costa do Marfim, Moçambique, entre outros). Nos termos de utilização da referida vacina, dispõe-se de forma expressa que a sua distribuição é proibida nos Estados Unidos da América, Canadá e União Europeia.
“Quem testa positivo para o HIV, automaticamente vai testar positivo para Covid-19.” Será?

Data da declaração: 22 de Novembro de 2020 Data da verificação: 29 de Novembro de 2020 Etiqueta: Falsa Circula nas redes sociais que quem testa positivo para o HIV, automaticamente vai testar positivo para Covid-19. O MISACHECK em parceria com o MOZCHECK pesquisou sobre o assunto, tendo constatado a escassez de dados que relacionam a Covid-19 e ao HIV. A OMS pronunciou-se, em Março de 2020, acerca do assunto, tendo informado que até o referido momento, não se sabia e não haviam evidências de que o HIV aumenta a probabilidade de contágio com a Covid-19. Outrossim, Estudos recentes realizados em diferentes partes do mundo evidenciaram que as pessoas com HIV não têm mais probabilidades de contrair o Coronavírus ou desenvolver doenças graves quando comparadas a pessoas HIV negativas.